Resultado de Pesquisa - Blog Baía Sul

Você pesquisou por:
04 resultados encontrados

Endometriose: saiba o que é, conheça os sintomas e o tratamento

A endometriose é uma doença crônica bem comum que está relacionada ao fluxo menstrual feminino, podendo em alguns casos causar diversas dificuldades na vida das mulheres, principalmente na fase reprodutiva adulta. Embora seja considerada uma condição benigna, ela pode prejudicar a fertilidade, causar desconfortos e dores. Estima-se que uma em cada dez mulheres no Brasil tenha endometriose, o que representa cerca de 7 milhões de brasileiras, segundo o Ministério da Saúde.  A endometriose pode afetar mulheres desde a primeira até a última menstruação, incluindo adolescentes que apresentam cólicas intensas. Alguns sintomas de alerta - Cólicas menstruais intensas que não passam - Dor durante as relações sexuais - Dor e sangramentos intestinais e urinários durante a menstruação Diagnosticando a endometriose O diagnóstico de endometriose pode ser feito através de exames laboratoriais e de imagem, como visualização das lesões por laparoscopia, ultrassom endovaginal e ressonância magnética. Em alguns casos uma biópsia pode ser necessária para confirmar o diagnóstico. Tratamento para endometriose A endometriose não tem cura, mas existem tratamentos que podem reduzir os efeitos para a mulher que variam de acordo com a gravidade da condição. Mulheres mais jovens podem usar medicamentos que suspendem a menstruação, como a pílula anticoncepcional tomada sem intervalos e os análogos do GnRH. Lesões maiores de endometriose geralmente requerem remoção cirúrgica. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento. Além disso, atividades físicas regulares, acompanhamento psicológico e a redução do estresse podem ser aliados no tratamento da condição Para lidar com a endometriose, é importante procurar um ginecologista ao sentir cólicas menstruais intensas, fazer os exames necessários para diagnóstico, iniciar o tratamento adequado assim que diagnosticada, e entender que a endometriose pode ser uma causa possível da dificuldade para engravidar, mas a fertilidade pode ser restaurada com o tratamento adequado.

Hipertensão Gestacional: Dia Mundial de Combate a Hipertensão Arterial

No dia 26 de maio, é considerado o dia mundial de combate a hipertensão arterial. Essa doença acomete mais de 26% de brasileiros adultos, segundo o Ministério da Saúde. Na gestação, a Hipertensão Gestacional pode afetar tanto a mãe quanto o bebê. Essa condição é caracterizada pela elevação da pressão arterial e pode ocorrer em qualquer momento da gravidez, embora seja mais comum no terceiro trimestre. Embora a causa da hipertensão arterial durante a gravidez não seja única, é consenso que alguns fatores são determinantes, como a má adaptação do organismo materno à nova condição, alimentação desequilibrada com excesso de sal e sedentarismo. Alguns fatores de risco incluem hipertensão arterial sistêmica crônica, histórico de pré-eclâmpsia em gestação anterior, histórico familiar de hipertensão, obesidade, doenças como lúpus e diabetes, e gravidez gemelar. Quando uma doença não é tratada de forma adequada, há o risco de que ela evolua para a pré-eclâmpsia ou até mesmo para a eclâmpsia. A eclâmpsia é um estado clínico caracterizado por alterações na pressão arterial, que pode colocar em perigo a vida da mãe e do bebê em desenvolvimento. Existem quatro tipos de hipertensão na gestação: pré-eclâmpsia/eclâmpsia (doença hipertensiva específica da gravidez), hipertensão crônica de qualquer etiologia, pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica e hipertensão gestacional. A pré-eclâmpsia/eclâmpsia ocorre após 20 semanas de gestação e está associada à proteinúria. A hipertensão crônica é identificada antes da gestação ou antes das 20 semanas de gestação. A pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica ocorre quando uma paciente previamente hipertensa desenvolve proteinúria após 20 semanas de gestação. A hipertensão gestacional ocorre quando a manifestação surge após a 20ª semana de gestação. A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de mortalidade materna e fetal em todo o mundo. Por isso, é importante que as mulheres grávidas monitorem sua pressão arterial regularmente e informem ao médico qualquer sinal de alerta, como dor de cabeça, visão turva e inchaço excessivo nas mãos e pés. O tratamento da hipertensão na gestação varia dependendo do tipo e da gravidade da condição. Em alguns casos, é possível controlar a pressão arterial com mudanças no estilo de vida, como dieta saudável e prática de exercícios físicos. Em outros casos, pode ser necessário o uso de medicamentos para controlar a pressão arterial. Práticas saudáveis para combater a hipertensão gestacional Uma gravidez saudável depende de alimentação rica em nutrientes para mãe e o bebê. Incluí frutas, legumes e proteínas, além da redução no consumo de frituras, gorduras e açúcar. É importante usar o sal de forma moderada, ressaltando que refrigerantes, bolachas (inclusive doces) e alimentos com conservantes também contêm sal. Além disso, deve-se reduzir o consumo de café, e a não ingestão de álcool e drogas e, principalmente, evitar completamente o cigarro. Praticar exercícios físicos também é recomendado como aliado na prevenção e deve se prescrito com orientação médica. A detecção precoce da hipertensão gestacional é fundamental para prevenir complicações e melhorar os resultados a longo prazo para a saúde de ambos. É por isso que o pré-natal desempenha um papel crucial nesse processo, permitindo o monitoramento regular da pressão arterial e o diagnóstico precoce da hipertensão gestacional. As gestantes devem informar seu médico sobre quaisquer sinais de alerta e seguir suas orientações cuidadosamente para garantir uma gestação segura e saudável. A conscientização sobre a hipertensão na gestação é importante não apenas no Dia Mundial de Combate à Hipertensão, mas durante toda a gestação.

Abril Azul: Mês de Conscientização do Autismo

No dia 2 de Abril, é considerado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Ainda nesse mês, é também considerado o Abril Azul, mês dedicado a pautas de conscientizações e discussões sobre a condição. Para falar sobre esse assunto tão importante para a sociedade, em colaboração com a médica Dra. Flávia Zandavalli, coordenadora médica da pediatria do Imperial Hospital de Caridade, abordaremos alguns pontos importantes sobre o tema. O autismo é uma condição neurológica que pode se expressar de diversas formas, mas é caracterizado por dificuldades na comunicação social, interesses incomuns e comportamentos repetitivos. Os sintomas geralmente aparecem nos primeiros anos de vida, embora possam ser mais sutis em crianças muito jovens. Alguns sinais precoces incluem dificuldade para fazer contato visual, não sorrir em resposta a estímulos sociais ou não reagir ao som da própria voz ou ao de outras pessoas. Conforme a criança cresce, outros sinais podem se tornar mais evidentes, como dificuldades para se comunicar verbalmente, não conseguir entender gestos e expressões faciais, apresentar dificuldade para brincar com outras crianças e preferir atividades repetitivas e estereotipadas. É fundamental mencionar que um diagnóstico multidisciplinar e precoce costuma minimizar os sintomas e resultar em uma melhor qualidade de vida. A investigação do quadro envolve diversas áreas da saúde, como pediatria, neuropediatria, psiquiatria, fonoaudiologia, psicologia, entre outras áreas. Por isso, é importante que os pais e responsáveis estejam atentos aos sinais de autismo. A legislação brasileira prevê que essas pessoas tenham acesso à educação inclusiva e atendimento prioritário em serviços públicos. Além disso, o estímulo e a valorização de suas habilidades são fundamentais para a promoção da sua qualidade de vida. O espectro autista pode apresentar diferentes graus de gravidade e cada pessoa é única, apresenta suas próprias características e necessidades. Por isso, é fundamental respeitar a individualidade e proporcionar o suporte necessário para que cada um possa desenvolver seu potencial da melhor forma possível. Com tamanha relevância, o Abril Azul é o momento ideal de reflexão e conscientização sobre o autismo, uma condição que ainda é pouco compreendida pela sociedade em geral, e é através dele que se pode promover a inclusão e o respeito às pessoas com autismo e suas famílias.

Cirurgia de Escoliose e Programa de Fellowship no IHC

Na última sexta-feira, dia 31 de março, o Imperial Hospital de Caridade realizou uma cirurgia de escoliose em um paciente com síndrome de Ehler-Danlos, uma doença que afeta o tecido conjuntivo, incluindo a pele, articulações e paredes dos vasos sanguíneos. A equipe responsável pelo procedimento foi composta pelos renomados cirurgiões Dr. André Andújar, Dr. Henrique Dagostin de Arjona e Dr. Rodrigo Grandini, especialistas em ortopedia pediátrica e cirurgia de coluna. Além disso, contou com a participação dos médicos do programa de Fellowship, Dra. Talissa Generoso, ortopedista pediátrica do Hospital Einstein em São Paulo, e Dr. Davi Israel, cirurgião de coluna de Belo Horizonte, que realizaram estágios de aperfeiçoamento em cirurgias para correção de deformidades na coluna vertebral. A cirurgia foi realizada para tratar o caso do paciente que apresentava uma curvatura de 133 graus na coluna vertebral e apenas 32% da capacidade vital funcional pulmonar. A equipe médica aplicou a técnica de fixação bipolar, e o paciente se recuperou satisfatoriamente, recebendo alta hospitalar três dias após o procedimento. É importante destacar que o programa de fellowship, no qual os médicos Dra. Talissa e Dr. Davi participaram, consistiu em estágios de aperfeiçoamento em cirurgias para correção de deformidades na coluna vertebral, com duração de 3 a 5 semanas. Eles concluem sua especialização nesta sexta-feira, dia 7 de abril, e aproveitamos para parabenizá-los por essa importante conquista, que certamente contribuirá para a melhoria da saúde dos pacientes.   [gallery size="medium" ids="700,701,699"]

1 15 16 17 18 19 29