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Saúde da mulher: cuidados para ter o ano inteiro

O corpo da mulher passa por diversas transformações ao longo dos anos. Essas mudanças precisam ser acompanhadas por especialistas, para garantir mais qualidade de vida e para identificar, precocemente, possíveis problemas. Além dos cuidados básicos com a saúde, como manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas e manter-se hidratada, alguns exames também são essenciais para a saúde da mulher e para o diagnóstico precoce de diversas doenças, como o câncer de mama, o câncer do colo do útero e a endometriose.   Em primeiro lugar, recomenda-se que as mulheres após os 18 anos, devam fazer uma consulta médica anual, geralmente com o ginecologista, que irá avaliar a necessidade da realização de exames específicos de acordo com a faixa etária ou com sintomas e sinais que venham a ser identificados. Veja quais são eles.   - Exames gerais que devem ser feitos anualmente: exames de sangue para avaliação do hemograma, glicemia, ureia e creatinina (função renal), colesterol total e triglicerídeos, função tireoidiana, exame de urina e parasitológico de fezes.   - Papanicolau e exame pélvico: devem ser feitos anualmente, a partir dos 18 anos, ou antes, caso a mulher já tenha mantido relações sexuais. Se estiver entrando na menopausa ou tenha passado por um tratamento para o colo de útero, esses exames podem ser realizados mais frequentemente, conforme o médico ache necessário.   - Ultrassonografia pélvica ou via transvaginal: solicitado sempre que o ginecologista achar necessário.   - Autoexame de mama: é importante realizá-lo mensalmente, após o período menstrual. Caso não haja menstruação, é importante marcar um dia do mês para examinar as mamas. Se notar nódulo ou outra alteração, procure seu médico.   - Mamografia: a partir dos 40 anos, todas as mulheres devem realizar esse exame anualmente. A mamografia também poderá ser realizada antes, a partir dos 35 anos, conforme o histórico familiar ou pessoal de câncer.   - Densitometria óssea: no intuito de detectar precocemente a perda de massa óssea e prevenir fraturas, esse exame é indicado para mulheres a partir do 65 anos. Também poderá ser feito antes, conforme história clínica e risco de baixa massa óssea, que serão avaliados pelo médico, que também definirá quando o exame deverá ser repetido, geralmente a cada dois anos.   Agora que você já sabe quais são os exames que devem ser realizados regularmente, pois são essenciais para a saúde da mulher, não deixe de lado os cuidados com a sua saúde. Mantenha ela em dia e observe seu corpo: ao notar qualquer alteração, procure um médico.   Sempre que precisar, conte com o nosso cuidado.

Tireoide: o que é e qual a sua importância para a saúde?

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior do pescoço. Os hormônios produzidos na tireoide agem em órgãos importantes, como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Além disso, essa glândula também interfere no crescimento e no desenvolvimento de crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, na memória, na concentração e no humor. O bom funcionamento da tireoide tem grande importância no equilíbrio e na harmonia do organismo, por isso, é fundamental procurar um médico ao notar sintomas que possam indicar problemas nas suas funções, como o hipotireoidismo, o hipertireoidismo e a presença de nódulos. Hipotireoidismo Como já falamos, a tireoide é responsável pela produção de hormônios que atuam em todos os sistemas do nosso organismo: o T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina). O hipotireoidismo ocorre quando a produção desses hormônios é insuficiente. Quando isso acontece, tudo começa a funcionar mais lentamente no corpo: o coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Além disso, também podem aparecer outros sintomas, como: diminuição da capacidade de memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, pele seca, ganho anormal de peso, aumento nos níveis de colesterol no sangue e depressão. Todas essas reações causadas pelo hipotireoidismo são maneiras que o organismo encontra de parar o indivíduo, já que não há mais combustíveis (hormônios) para serem gastos. O diagnóstico e o tratamento precoce do hipotireoidismo são essenciais para que as funções do organismo se normalizem e o paciente volte a ter qualidade de vida. Hipertireoidismo Nesse caso, ocorre o contrário da situação que falamos anteriormente. No hipertireoidismo, a tireoide produz hormônios em excesso, e os sintomas também são contrários aos do hipotireoidismo, pois, com mais combustível, tudo no nosso corpo começa a funcionar mais rápido: o coração dispara, o intestino solta e a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito e dorme pouco, pois se sente com muita energia. Assim como no hipotireoidismo, o tratamento deve começar o quanto antes, para que seja mais eficaz e a produção de hormônios da tireoide se normalize. Nódulos de Tireoide Os nódulos são um dos problemas mais frequentes da tireoide e, nesse caso, o acompanhamento médico constante e a realização de exames de rotina são essenciais, pois eles não apresentam sintomas. Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Apenas 5% desses nódulos são cancerosos, mas o diagnóstico precoce é fundamental para identificar o problema e resolver da melhor forma possível. Um dos exames mais eficazes para reconhecer o nódulo é a palpação e, a partir dele, o endocrinologista solicitará uma série de exames complementares para esclarecer as características do nódulo e indicar o tratamento mais adequado. Centro de Nódulos da Tireoide do Hospital Baía Sul Pensando no bem-estar dos pacientes e na importância de realizar um diagnóstico precoce e um tratamento adequado para cada caso, o Hospital Baía Sul conta com o Centro de Nódulos da Tireoide. Nesse Centro, os pacientes com nódulos têm atendimento personalizado, dispondo de consulta, ecografia e punção. O atendimento é feito por uma equipe multidisciplinar, formada por um endocrinologista, um cirurgião de cabeça e pescoço, ecografistas e patologistas, todos altamente especializados em tireoide. O centro é voltado especialmente para os pacientes com nódulos de tireoide achados por palpação, ultrassonografia ou outros exames de imagem. Nosso corpo clínico acompanha toda a investigação diagnóstica, o que auxilia e agiliza os procedimentos dos exames e a interpretação dos resultados. Sempre que precisar, conte com o nosso atendimento. Nosso cuidado é com você.

Uso Racional de Medicamentos: informação é o melhor remédio

A automedicação sem orientação de um profissional da saúde pode causar agravamento de doenças, diminuição da eficácia dos tratamentos, interações medicamentosas que podem inibir ou potencializar o efeito dos medicamentos, além de reações alérgicas. Então, como utilizar os medicamentos de maneira racional? Separamos algumas dicas importantes para você analisar se está agindo de forma correta e cuidar melhor da sua saúde. - Ao verificar o aparecimento de sintomas, é importante consultar um médico sempre que possível. No momento da consulta, é preciso informar se você já usa outro medicamento, se tem alguma alergia ou comorbidade, se é gestante ou puérpera, se fuma ou consome bebidas alcoólicas, entre outros hábitos de vida e questões de saúde. No momento da prescrição, o médico irá informá-lo sobre como o medicamento deve ser tomado: a dose, a posologia, o tempo de tratamento e o horário em que deve ser utilizado. Caso fique alguma dúvida, deve-se esclarecer com o médico no momento da consulta, ou com o farmacêutico no momento da aquisição do medicamento. - Quando se trata dos medicamentos isentos de prescrição (MIPs), que é o caso dos medicamentos mais usuais no nosso dia a dia (como os analgésicos e os antiácidos) existe a possibilidade de buscar a orientação do farmacêutico, seja na farmácia ou em canais informativos, e realizar o que se chama de automedicação orientada - É contraindicado que seja feita a automedicação sem acompanhamento de um profissional e sem informações técnicas importantes, e essa prática se enquadra como uso irracional de medicamentos. - A maneira com que os medicamentos são armazenados em nossas casas também é importante para o uso racional: medicamentos acondicionados em locais úmidos ou expostos ao calor, próximos a produtos químicos, com prazo de validade expirado, ou mesmo visualmente alterados (alteração de cor, cheiro diferente, entre outros) podem ter sua eficácia comprometida. Além disso, é muito importante que o medicamento seja armazenado com sua embalagem original e a bula, onde seja possível ler o nome do medicamento, a dose, o prazo de validade e demais informações necessárias. - Não utilize nenhum medicamento fora do prazo de validade estabelecido pelo fabricante. - Mantenha sempre os medicamentos fora do alcance de crianças e de animais. - É imprescindível que as orientações do médico e/ou do farmacêutico sejam seguidas à risca, pois a alteração da dose, a interrupção ou o prolongamento do tratamento e a irregularidade no horário da tomada podem comprometer o tratamento e até mesmo causar outras complicações. Só utilize medicamentos com orientação. Sempre que precisar, conte com o nosso cuidado. Material escrito pela equipe de farmacêuticos do Hospital Baía Sul.

Tudo que você precisa saber sobre endometriose

A endometriose é uma doença que ocorre quando o endométrio, tecido que reveste o interior do útero, está fora da cavidade uterina, ou seja, está em outros órgãos, como trompas, ovários, intestinos e bexiga. Essa doença acomete mulheres desde a primeira menstruação até a última e a maior parte dos diagnósticos ocorre em torno dos 30 anos. Hoje, de acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, seis milhões de mulheres convivem com a doença no país. Ainda não se sabe ao certo quais são as causas da endometriose, mas há um risco maior de desenvolver a doença quando a paciente possui histórico familiar. Quais são os sintomas da endometriose? Os principais sintomas dessa doença são a dor na região pélvica e a dificuldade para engravidar, mas a doença também pode apresentar outros sinais, como: - cólicas menstruais intensas; - dor durante as relações sexuais; - fadiga e exaustão; - sangramento menstrual intenso ou irregular; - alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação; - dificuldade para engravidar ou infertilidade. Como é feito o diagnóstico da endometriose? Ao notar qualquer sintoma, é muito importante procurar um ginecologista para que o diagnóstico seja realizado precocemente. A endometriose é uma doença difícil de diagnosticar somente pelo exame físico, por isso, os exames de imagem são mais adequados para identificar o problema. Entre os exames mais utilizados para esse diagnóstico estão a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética. Como é o tratamento da endometriose? A endometriose pode ser tratada por meio de medicamentos ou cirurgia, dependendo do caso, e somente um ginecologista poderá indicar qual o melhor tratamento para cada paciente. Porém, é importante lembrar que não existe uma cura permanente para essa doença. O objetivo do tratamento é aliviar a dor, amenizar os outros sintomas ou aumentar as chances de gravidez. De qualquer forma, o diagnóstico precoce é essencial para aumentar a efetividade do tratamento para alívio dos sintomas. É possível prevenir a endometriose? Como ainda não existe uma causa definida para a endometriose, também não existem comprovações científicas sobre a sua prevenção. Porém, alguns estudos já mostraram que reduzir o consumo de álcool e cafeína e praticar atividades físicas regularmente são hábitos que ajudam a diminuir as chances de desenvolver a doença. O ideal para manter a sua saúde em dia é consultar um ginecologista regularmente e realizar seus exames de rotina. Além disso, observe e conheça seu corpo: esse é um passo importante na detecção precoce de doenças como a endometriose.

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