Dia Mundial da Sepse: o que é e como evitar essa doença?

Quando nosso corpo é afetado por uma infecção, ele gera uma resposta inflamatória que pode levar a uma série de complicações. Essa é a sepse, popularmente conhecida como infecção generalizada. De acordo com o Dr. Rafael Oselame, infectologista do Hospital Baía Sul, “a sepse pode ser definida como a presença de disfunção orgânica ameaçadora à vida em decorrência da resposta desregulada do organismo à infecção, seja ela causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários”. Entenda, agora, como identificar, prevenir e diagnosticar essa doença.   Como identificar a sepse? Toda alteração no organismo provoca uma reação. Em casos de infecções graves, geralmente causadas por bactérias e vírus, essa reação pode ser exagerada, prejudicando as funções vitais. A sepse é a maior causa de morte nas UTIs e os grupos que estão mais expostos aos riscos dessa doença são: pessoas que já estão internadas em UTIs ou hospitalizadas por muito tempo, idosos, crianças de até um ano, pessoas com doenças crônicas, transplantados e pessoas com grandes feridas causadas por trauma ou queimadura.    É importante ficar atento aos sinais da sepse para procurar ajuda o quanto antes. Entre os principais sintomas estão:   queda da pressão arterial; temperatura acima de 38ºC ou abaixo de 36ºC; diminuição do volume de urina; falta de ar; aumento da frequência cardíaca; sonolência, confusão mental e/ou agitação; fraqueza extrema; vômito.   Como é feito o diagnóstico da sepse? Quanto antes ocorrer o atendimento médico e o diagnóstico, maiores são as chances de cura. Para investigar de onde vem a infecção, o médico avalia o quadro clínico da pessoa e realiza exames de cultura de urina, secreções e sangue. Por causa da gravidade, a sepse deve ser tratada ao mesmo tempo em que é feita essa investigação. De acordo com o Dr. Rafael Oselame, “o Hospital Baía Sul possui uma baixa taxa de mortalidade por sepse. Isso se deve à implantação de um protocolo gerenciado de sepse desde 2017, com uma equipe assistencial capacitada. O protocolo baseia-se em um reconhecimento precoce do paciente com sepse e, consequentemente, um tratamento adequado e imediato”.   Como prevenir a sepse? É importante lembrar que as infecções que podem causar a sepse não são adquiridas somente em hospitais. Por isso, é importante manter alguns cuidados para preveni-las, como:   lavar as mãos e os punhos com sabão ou álcool ao chegar da rua, visitar pessoas doentes ou hospitais; manter a vacinação em dia; não se medicar por conta própria, principalmente antibióticos, pois as bactérias do seu organismo podem adquirir resistência a eles e não apresentar melhora do quadro em casos de necessidade.   Cuide da sua saúde e, ao notar qualquer alteração no seu organismo, procure um médico. Sempre que precisar, conte com o nosso atendimento.

Qual a importância do psicólogo hospitalar?

O psicólogo é um profissional de grande importância dentro de um hospital. Enfrentar uma doença vai além do tratamento da patologia em si, afinal, esse adoecimento muda a rotina do paciente e isso também exige um cuidado especial. É nesse sentido que a psicologia hospitalar tem um papel fundamental.    A função do psicólogo hospitalar  Enquanto o objetivo dos médicos é curar a doença, o psicólogo hospitalar auxilia os pacientes e seus familiares a lidarem com a situação, prevenindo a evolução de problemas psicológicos causados pela dificuldade enfrentada. Sua atuação é ampla, e varia de problemas mais simples até doenças graves, quando o tratamento traz uma debilidade maior. A principal ferramenta de trabalho do profissional da psicologia é a escuta, acolhendo o sofrimento e enxergando o paciente além do que diz no seu prontuário médico. Esse atendimento único e humanizado realizado pelos psicólogos tem uma grande contribuição para a recuperação dos pacientes e para a qualidade de vida deles e de seus familiares.  As principais atividades de um psicólogo hospitalar, que pode atuar em ambulatórios, prontos atendimentos, unidades de internação e unidades de terapia intensiva, são:  - acolhimento e suporte emocional aos pacientes e seus familiares; - identificação de possíveis dificuldades no tratamento médico; - identificação de recursos de enfrentamento da situação; - preparação psicológica para cirurgias; - auxílio no cuidado integral do paciente e no processo de cuidados paliativos; - preparação psicológica para alta hospitalar.   A importância do psicólogo hospitalar na pandemia Como já falamos, o psicólogo hospitalar é importante em qualquer situação, mas na pandemia a atuação desse profissional se tornou essencial. O principal motivo é que os psicólogos auxiliam na diminuição dos quadros de ansiedade manifestados durante esse período. Além de atuar na fase de internação, eles também ajudam os pacientes a lidarem com as consequências emocionais do adoecimento.  Além disso, o atendimento do psicólogo hospitalar não é apenas para os pacientes: eles são de grande importância para os profissionais da saúde, que também sofrem impactos na saúde mental. Nesse caso, sua função é observar a condição psicológica dos colegas, identificar possíveis sinais de burnout e até realizar intervenções em grupo, como a prática da resiliência, autoconhecimento e confiança no domínio técnico.  Assim, em meio à pandemia, a função do psicólogo se tornou ainda mais importante do que já era, sendo fundamental para a mediação das relações entre pacientes e equipe de saúde e garantindo que o atendimento hospitalar seja cada vez mais humanizado, próximo e completo, contemplando a saúde física e a saúde mental.   *Conteúdo revisado por Dra Klara Zoz de Souza - CRP 12/16332 - Psicóloga especialista em Saúde com ênfase em Alta Complexidade.

Três grandes instituições de saúde de Florianópolis somam histórias para aprimorar a qualidade da assistência médico-hospitalar em Santa Catarina

Hospital de Caridade, Clínica Imagem e Hospital Baía Sul celebram o nascimento de um dos maiores complexos de saúde do Estado   A soma das histórias das três instituições de saúde que são referência em Santa Catarina marca o início de um projeto inovador na área de saúde no Estado. O Imperial Hospital de Caridade empresta seu nome à nova unidade do Hospital Baía Sul, instituição que integra a Hospital Care, holding que administra a Clínica Imagem e o Hospital Baía Sul. O projeto une a inovação e excelência em gestão do Hospital Baía Sul e da Clínica Imagem com a tradição de mais de dois séculos do Hospital de Caridade, que é a mais antiga instituição de saúde de Santa Catarina. A história começou no dia 5 de julho de 1782, quando a Irmandade do Senhor Jesus dos Passos estabeleceu a “Caridade dos Pobres”, com o objetivo de acolher e tratar os enfermos e os necessitados de Desterro e região, oferecendo remédios, alimentos e vestuário. Nesta mesma época, a instituição também planejava a construção de uma casa de saúde nos padrões de uma Santa Casa de Misericórdia para o atendimento dos enfermos carentes. Anos mais tarde, em 1º de janeiro de 1789, a Irmandade inaugurou o Hospital de Caridade, o primeiro hospital de Santa Catarina. A execução da obra contou com o trabalho voluntário do ilhéu, Irmão Joaquim do Livramento, que construiu o hospital com donativos. Entre o final do século 19 e durante o século 20, o hospital foi aumentando a sua estrutura física, investindo em novas tecnologias médico e científicas da época, para atender a crescente demanda por serviços de saúde da população catarinense. O Hospital de Caridade também foi responsável por dar vida à história da Clínica Imagem, que iniciou sua atuação nas dependências do hospital em 1994. Há mais de 25 anos atuando no mercado, a Clínica Imagem foi o primeiro centro de diagnóstico por imagem completo instalado em Santa Catarina, colocando Florianópolis em destaque pela modernidade e tecnologia em saúde. Atualmente, a Clínica Imagem conta com duas unidades, uma no Hospital Baía Sul e outra na SC 401, com mais de 240 colaboradores, entre eles os profissionais de assistência, equipes de atendimento e um corpo clínico composto por médicos radiologistas, anestesiologistas, cardiologistas e patologistas. Já em 2005, nascia o Hospital Baía Sul, que atua com procedimentos de alta complexidade, focando especialmente no paciente cirúrgico e se torna referência de amparo e atendimento à saúde para todas as complexidades em Santa Catarina. O Baía Sul hospital é o mais completo, integrado e sinérgico serviço de atendimento à saúde privado de Florianópolis. Em 2018, o Hospital Baía Sul e a Clínica Imagem passaram a fazer parte da administração da Hospital Care, com o objetivo de formar uma rede funcional e de qualidade na área da saúde suplementar, permitindo que as instituições aprimorassem os sistemas de gestão para novos investimentos, vislumbrando o crescimento. Um dos resultados deste trabalho foi a certificação canadense Qmentum, obtida pelo seu desempenho durante a pandemia, a certificação faz com que as duas instituições entrem para um seleto grupo de hospitais e instituições de saúde internacionalmente reconhecidos pela qualidade e segurança na área de saúde. Agora, em 2021, as três instituições somam suas histórias em busca da excelência médico-assistencial, com profissionais comprometidos no atendimento humanizado, resolutivo e de alta qualidade no tratamento da saúde e do bem-estar dos catarinenses.

Dia Nacional da Saúde: você sabe quem foi Oswaldo Cruz e qual a sua importância para a saúde?

Hoje, 5 de agosto, é o Dia Nacional da Saúde, e essa data foi escolhida por ser o dia do nascimento de Oswaldo Cruz, um médico sanitarista que mudou a história da saúde pública no Brasil. Ele atuou na pesquisa e no desenvolvimento de vacinas e no combate às epidemias. Seu legado segue fazendo a diferença até hoje: a instituição que hoje leva seu nome é referência no combate à pandemia do Covid-19 no Brasil. Saiba, agora, um pouco mais sobre a história de Oswaldo Cruz.   Quem foi Oswaldo Cruz? Oswaldo Cruz nasceu no dia 5 de agosto de 1872, em São Luís de Paraitinga, São Paulo. Em 1877, se mudou com a família para o Rio de Janeiro, onde, aos 15 anos, ingressou na faculdade de Medicina. Mais tarde, Oswaldo se especializou em Bacteriologia no Instituto Pasteur de Paris, que, na época, reunia grandes nomes da ciência.  Ao voltar da Europa, encontrou o país sofrendo com a epidemia de peste bubônica, momento em que realizou seu primeiro grande feito para a saúde nacional. Em 1900, graças ao seu engajamento no combate à doença, foi criado o Instituto Soroterápico Federal para fabricar o soro antipestoso. Com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença, a incidência de peste bubônica diminuiu em poucos meses. Por meio desse instituto, que hoje é a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Oswaldo também trabalhou em outras campanhas de saneamento. Em 1903, foi nomeado diretor-geral de Saúde Pública, cargo que, hoje, corresponde ao Ministro da Saúde.    O combate à febre amarela  Um dos momentos mais importantes da história de Oswaldo Cruz foi quando o país foi tomado pela epidemia de febre amarela. Nessa época, grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença era transmitida pelo contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes.  Ao contrário deles, Oswaldo Cruz acreditava que o transmissor da febre amarela era um mosquito. Por isso, suspendeu as desinfecções que estavam sendo realizadas e implantou novas medidas sanitárias: ele e um grupo com cerca de 80 homens percorreram milhares de casas lacrando caixas-d’água, conferindo se havia alguém doente na residência e eliminando focos de insetos. Em 1907, foi reconhecido ao anunciar a erradicação da febre amarela e ganhar a medalha de ouro no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim. Já a sua atuação no combate ao surto de varíola, que aconteceu em 1904, provocou uma reação popular violenta. Oswaldo Cruz tentou promover uma vacinação  em massa, na qual profissionais da área da saúde entravam na casa das pessoas e vacinavam todos os moradores. A indignação com essa forma de agir causou a chamada Revolta da Vacina. Com essa situação, surgiu a necessidade de criar uma forma diferente de vacinação em massa.    A Fundação Oswaldo Cruz  Oswaldo Cruz morreu de insuficiência renal, em 1917, mas a Fundação Oswaldo Cruz, também conhecida como Fiocruz, segue honrando a sua história até hoje. Apesar de realizar pesquisas, estudos e ações efetivas no combate a doenças desde 1900, a Fiocruz só teve seu reconhecimento e ascensão no século XXI. A partir daí, foi responsável por grandes avanços científicos, como o deciframento do genoma do BCG, bactéria usada na vacina contra a tuberculose. Além disso, por meio do seu Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do IOC, a Fiocruz foi nomeada Referência da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Covid-19 nas Américas. É o legado de Oswaldo Cruz que segue mudando a história da saúde nacional até hoje.

1 2 3 4 5 9
Newsletter
Newsletter

Assine nossa newsletter

Assine a nossa newsletter para promoções especiais e atualizações interessantes.


    Política de privacidade